| Reino: | Animalia |
| Filo: | Chordata |
| Classe: | Aves |
| Ordem: | Piciformes |
| Família: | Picidae |
| Leach, 1820 | |
| Subfamília: | Picinae |
| Leach, 1820 | |
| Espécie: | P. aurulentus |
O pica-pau-dourado é uma ave piciforme da família Picidae.
Emite um grito fortíssimo e agudo ou tamborila por minutos, seguidos em grandes troncos secos e ocos no interior sombrio das matas.
Seu nome científico significa: do (latim) piculus = diminutivo de picus = pequeno pica-pau; e do (latim) aurulentus = da cor do ouro, dourado. ⇒ Pequeno pica-pau da cor do uro ou pequeno pica-pau dourado.
Mede entre 21 e 22 centímetros de comprimento e pesa entre 22 e 68 gramas. O macho tem a testa vermelha brilhante até a nuca com borda de oliva muito fino, estreita faixa pós-ocular branco-amarelada que termina na nuca. Apresenta os lados da cabeça oliváceos atravessados por duas faixas amarelas horizontais, garganta amarela, faixa malar vermelha. Peito e ventre são verde-oliva barrados de branco. O crisso é escuro com intenso barrado branco. Manto e coberteiras das asas verde-oliva. Rêmiges escuras barradas de castanho. Cauda enegrecida.
A fêmea apresenta a coroa verde-oliva da mesma cor do manto, podendo apresentar uma mancha vermelha na parte posterior da coroa, próximo da nuca.
Os jovens apresentam a plumagem bastante parecida com a plumagem da fêmea da espécie, entretanto as cores são mais apagadas e sem os vermelhos intensos característicos na coroa e faixa malar.
A manifestação sonora desta espécie é uma sequência plangente e descendente “iu, iu, iu”.
Espécie monotípica (não são reconhecidas subespécies).
Há diferentes cerimônias do casal e entre rivais.
Habita o interior e as bordas da Mata Atlântica montana (de 750 a 2000m de altitude), com sub-bosque tomado por soqueiras de bambus; nas matas subtropicais no Sul. Também frequenta matas mesófilas, matas ciliares e matas de araucárias. Vive sozinho ou aos pares, acompanhando bandos mistos pelo sub-bosque e estrato médio de áreas serranas florestadas do Sudeste e Sul do Brasil. Suja a plumagem, principalmente quando encosta na terra e no capim. Dorme e abriga-se da chuva pesada em ocos de árvores.
Regiões serranas do Espírito Santo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, até o Rio Grande do Sul, podendo ser encontrado na Argentina e Paraguai. Ainda é possível encontrar esta espécie nos remanescentes de florestas mais longe de sua área de ocorrência atual, pois antes, quando a Mata Atlântica era mais extensa, sua ocorrência original também era.